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March 13, 2019

5 coisas que todo escritor iniciante precisa saber

Texto: Bruno Crispim

Há três anos, coloquei o último ponto final no meu primeiro romance “O Segundo Caçador”. Esse foi um marco importante que permitiu me enxergar pela primeira vez como um escritor e que encerrou uma década de dúvidas sobre a minha capacidade de concluir um livro de ficção.

“Ascensão”, meu segundo romance, ainda que mais complexo, foi muito mais fácil de ser finalizado simplesmente porque eu não tive dúvidas de que conseguiria terminá-lo.

Mas, antes de conquistar confiança, rasguei e deletei muito do que escrevi. Passei anos estudando e escrevendo escondido. Foram mais de 10 anos me aperfeiçoando até que me senti pronto.

Hoje divido com vocês, a pedido do Sweek, 5 coisas que todo escritor iniciante precisa saber.

 

 

Na escrita, nenhum conselho é tão básico quanto leia muito, leia de tudo. Ler é tão importante para o processo da escrita que até autores renomados continuam usando grande parte do seu dia na companhia dos livros. Stephen King, por exemplo, dedica um terço do seu dia para a leitura.

Mas não se limite a ler livros do seu gênero preferido, procure ler todos os gêneros possíveis. Leia os clássicos. Leia não-ficção. Leia roteiros. Leia poesia. Leia contos. Leia histórias em quadrinho e animes. Leia livros de teoria literária. Releia e estude os livros que causaram um grande impacto em você.

Em um livro, cada palavra é uma decisão de seu autor. Uma decisão que repercutirá no enredo, nos personagens e no ritmo da narrativa. Ao ler centenas de livros, você será capaz de dialogar com o autor e enxergar suas intenções por trás de cada palavra.

 

 

Todo escritor já experimentou a acumulação vertiginosa de suas dúvidas, até que estas impactem seu ritmo de escrita. “Será que eu sou bom o bastante?” Necessariamente, a dúvida evolui para o desespero, que resulta em uma página em branco sendo encarada por olhos desesperados.

É como uma profecia autorrealizável. Sua insegurança impede a escrita, o que prova que suas incertezas tinham motivação; consequentemente, você pensa em nunca mais escrever uma só palavra. Todo escritor passou e vai passar por isso. Aconteceu com aquele seu autor favorito. Aconteceu comigo. E provavelmente acontecerá com você. Faz parte.

O bloqueio criativo acontece quando olhamos para o nosso texto e supomos que ele nunca será bom porque não está bom naquele momento. Para combater esse tipo de pensamento, nada melhor do que acreditar em Hemingway: “A primeira versão de qualquer coisa é uma bosta.”

Parece pouco, mas se você aceitar (de coração) que a primeira versão do seu livro nunca será boa, você para de esperar que ela seja ótima. Nosso trabalho de escritor se assemelha muito ao trabalho de um escultor. Vamos trabalhando o mármore aos poucos, acreditando que, algum dia, a pedra disforme se transformará em arte e que em alguma ocasião futura, você terá orgulho do que fez.

Antes da arte, vem a primeira versão.

 

 

Lembrem-se sempre de que o grande talento do escritor é a capacidade de não desistir.

Escrever bem leva tempo. Especialistas estimam que a excelência, em qualquer atividade complexa, exige por volta de dez mil horas para ser atingida. Cantar, dançar, escrever, ensinar, tanto faz.

Em uma pesquisa, músicos clássicos foram separados em três categorias: ótimos, bons e medíocres. Aos vinte anos, os que eram ótimos tinham praticado, em média, dez mil horas na vida. Os bons, por oito mil. E os medíocres apenas quatro mil horas.

É lógico que existem exceções e fatores (ambientais, inatos ou fortuitos) que impactam a velocidade de aprendizado de cada um. Mas nem mesmo Mozart escapou das suas dez mil horas. Seu pai era um ótimo músico e professor que treinou o seu filho intensamente desde muito cedo. Aos 18, Mozart já era um músico extraordinário – que tinha rompido a barreira das 10 mil horas de prática. E, ainda que ele tivesse destaque desde a infância, suas obras-primas foram compostas apenas na idade adulta.

Concluindo, o tempo que um escritor escreve tende a ser proporcional à qualidade da sua obra. Então, esqueça essa conversa fiada de que você não nasceu com talento para escrever e se esforce o máximo que conseguir. Escreva, leia, critique, analise e reescreva. Alcance logo as suas 10 mil horas.

 

 

 

Escrever um romance não é fácil. Nem rápido. Até a versão final, o processo pode levar vários meses, até anos. Nesse tempo, é muito fácil perder o foco. É possível que criemos personagens desnecessários, enveredemos por subtramas despropositadas, dissertemos sobre cenários sem importância, defendamos causas que nossos personagens não defenderíam. Sem o devido cuidado, chegamos ao ponto de abandonar nosso protagonista sem perceber.

Para diminuir este risco, o ideal é planejar a história.

Esboce a apresentação da trama (início), o desenvolvimento do conflito central (meio) e a resolução (fim). Defina pontos-chave onde a trama deve passar (plot points). Imagine as origens de seus principais personagens. Conheça a jornada do herói e como a sua história se encaixa nela. Saiba, com profundidade, quem é o seu protagonista e qual é o seu arco dramático.

Sobretudo, defina cedo o seu logline. Para isso, responda às três perguntas abaixo em um parágrafo sucinto:

Quem: O que faz o protagonista ser interessante?

Desejo: O que ele quer acima de tudo?

Obstáculo: O que o impede de conseguir o que deseja?

O logline é uma ferramenta que expõe a espinha dorsal da história. A partir do conflito (desejo x obstáculo) vivido pelo protagonista (quem), ações se desenrolam fazendo a história avançar, criando a tensão necessária para prender o leitor. Existem várias outras ferramentas para planejamento de enredo (storyline, escaleta, scene cards, método snowflake, save the cat, etc.) e a minha sugestão é que você estude o maior número delas.

Contudo, saliento o logline por ser uma forma rápida de relembrar o propósito do enredo. Releia-o sempre que recomeçar a escrever; será muito mais fácil manter o foco no que importa para a história.

OBS.1: Planejar a sua história não quer dizer que ela deva ser imutável. Pelo contrário. Mude o que achar necessário, desde que seja uma decisão consciente.

OBS 2: Se ainda não conhece a jornada do herói, aproveite o link da explicação feita pelo TEDx: https://www.youtube.com/watch?v=Hhk4N9A0oCA

 

 

Mostre, não conte. Nenhum dos conselhos de escrita é tão repetido e tão pouco compreendido. A intensão por trás desse mote (que parece simples) é não deixar a narrativa soar artificial e, consequentemente, favorecer a imersão do leitor.

Nas palavras de Robert McKee: “Nunca force palavras nas bocas das personagens para contar ao público sobre o mundo, a história ou as pessoas. Ao invés disso, mostre-nos cenas honestas e naturais nas quais os seres humanos conversam e se comportam de maneira honesta e natural (…). Em outras palavras: dramatize a exposição.”

Dramatizar a exposição é dar todas as informações necessárias indiretamente, através de ações ou diálogos. Isso deixa a cena mais suave e elimina “barreiras” à imersão. Sutileza é a palavra-chave.

E como estamos tratando de mostrar, e não dizer, vamos à demonstração:

Cena “dita”:

Augusto e Cristina não se viam há muito tempo. Desde que terminaram o seu namoro, quase um ano atrás. Ele fica confuso e envergonhado ao ver que ela continua mexendo com seu coração.

Cena “mostrada”:

Augusto passa o olhar pelas pessoas que andam pela rua. Encara por alguns segundos um careca de terno impecável. Muda para uma velha corcunda e depois para uma loira de vestido colado.

– Augusto? – ela diz.

Ele encara a loira. Boca aberta. A voz não vem.

Ela se aproxima e beija as bochechas dele.

– Sou eu, Cristina. Vai falar que não se lembra de mim?! – coloca as mãos na cintura. – Não faz nem um ano que a gente… você sabe…

Ele sorri.

– Lógico que lembro de você lind… quer dizer… eu lembro de você, Cristina.

Ela sorri. Ele enrubesce.

 

 

Contar é muito mais rápido – neste caso, três vezes mais – e fácil. É exposição pura e simples. Mas a dramatização é mais envolvente e traz o leitor para perto, fazendo com que ele imagine o que acontece.

Existe ainda uma consequência secundária da dramatização. Conforme você vai criando detalhes para preencher as lacunas necessárias, você conhece melhor os seus personagens. Trejeitos, escolhas de palavras e tiques nervosos são criados a partir de detalhes mínimos.

 

 

Como tudo na vida, existe uma contraindicação. Nem sempre é ideal dramatizar partes com pouca importância para a história. Se uma informação é necessária e mostrá-la desacelera a cena a ponto de prejudicá-la, pense em inserir essa informação em outra parte da história ou até mesmo em exclui-la.

Como última opção, e só como última, pense em contá-la. Às vezes é a melhor opção, mas nunca conte por preguiça.

Bruno Crispim

Bruno Crispim nasceu em Niterói-RJ. Apaixonado por ficção, comportamento humano e finanças, transitou, por muito tempo, nessas áreas. Morou no Canadá por um ano e aproveitou o inverno congelante para escrever “O Segundo Caçador”, um esforço que rendeu frutos. O romance foi vencedor do III Prêmio UFES de Literatura e publicado em 2016.

De volta ao Brasil, foi convidado para participar da oficina de escrita criativa do premiado autor Marcelino Freire. Recentemente, finalizou seu segundo romance, “Ascensão” e participou da coletânea de contos da revista Superinteressante “Realidades Alternativas” (Ed. Abril). No Sweek, escreveu GUIA do Escritor Iniciantee “Contos Difusos e Alguns Poemas Soltos”.

January 2, 2018

Concurso Literário LGBT+: #OrgulhodeSer

Nós, do Sweek, e a Rico Editora celebramos a diversidade e todas as formas de amor! Queremos reforçar a visibilidade de toda a comunidade LGBTQIAP+ por meio do concurso literário “Orgulho de Ser”, que resultará em uma antologia organizada pela escritora Thati Machado e lançada na Bienal de São Paulo deste ano.

O livro será composto por 7 contos no gênero Young Adult (Jovem Adulto), sendo que 3 deles serão selecionados por meio da competição na nossa plataforma. Importante: o protagonista deve obrigatoriamente pertencer à comunidade LGBTQIAP+. Embora não seja obrigatório que o autor pertença à mesma comunidade, incentivamos escritores LGBT+ a encontrarem sua voz e seu público.

Duração:
Início: 2 de janeiro
Fim: 31 de março
Resultado: 30 de abril

Prêmio:
Três contos vencedores serão inseridos na antologia “Orgulho de Ser”, publicada pela Rico Editora, e lançada na Bienal de São Paulo de 2018.

Confira o edital do concurso:
1. Da antologia
1.1) A antologia LGBT+ “Orgulho de ser” será promovida, editada e comercializada pela Rico Editora, inscrita sob o CNPJ 18803358000118 e pela organizadora Thati Machado.
1.2) A antologia será composta por 7 contos, escritos por 7 escritores diferentes, sendo um deles a organizadora Thati Machado. 3 escritores serão selecionados por meio de concurso em parceria com a plataforma de autopublicação
Sweek e os outros 3 serão convidados pela editora e organizadora.
1.3) Todos os aspectos gráficos (como capa, diagramação etc) da publicação cabem exclusivamente à editora e organizadora.
1.4) O gênero da antologia é Jovem Adulto.

2. Do concurso
2.1) O concurso é aberto a todo e qualquer escritor residente em território nacional. Os contos devem ser publicados na plataforma Sweek até 31/03/2018 com a tag #OrgulhoDeSer.
2.2) O protagonista do conto deve obrigatoriamente pertencer à comunidade LGBT+ (entende-se que o símbolo “+” inclui todos os gêneros e sexualidades não representados de forma direta pela sigla, como pansexuais, assexuais etc). Embora não seja obrigatório que o autor pertença à mesma comunidade, incentivamos escritores LGBT+ a encontrarem sua voz e seu público por meio do concurso. A antologia “Orgulho de Ser” celebrará o amor e a diversidade e não compactuará, de nenhuma forma, com a fobia LGBT+.
2.3) O número de seguidores de cada participante contará como ponto positivo durante a seleção dos vencedores, contudo, não será o único fator avaliado. Ter um número alto de seguidores mostrará seu engajamento com a divulgação da obra, bem como o que podemos esperar do seu público. No entanto, outros critérios,
como criatividade, escrita e estruturação narrativa serão avaliados.
2.4) Cada conto deverá ter até 3 mil palavras, não podendo, de forma alguma, ultrapassar esse tamanho.
2.5) Em caso de fraude ou plágio, o autor não poderá participar da antologia e deverá arcar com os possíveis custos legais. A Rico Editora, a organizadora Thati Machado e a plataforma Sweek não se responsabilizam pelo conteúdo dos contos do concurso.
2.6) Menores de idade podem participar, desde que possuam autorização dos pais.
2.7) A história precisa conter a tag #OrgulhodeSer, inserida no campo “Marcadores”, na seção “Dados da História”. É necessário apertar a tecla Enter para que a tag seja inserida corretamente; do contrário, a história não será identificada como participante da competição.

3. Dos direitos autorais e pagamentos
3.1) O livro será publicado de forma TRADICIONAL e, por isso, os escritores não precisarão pagar nenhuma taxa ou arcar com os custos de impressão e publicação.
3.2) Cada autor participante receberá 1% das vendas, bem como relatório comprobatório a cada 3 meses.
3.3) À organizadora Thati Machado, também responsável por editar a antologia junto à editora, caberá o pagamento de 3% a cada 6 meses em cima das vendas.
3.4) Cada autor participante receberá um exemplar da antologia de forma gratuita.
3.5) Os escritores que desejarem comprar exemplares para revenda e/ou divulgação pessoal terão 30% de desconto em cima do preço de capa. O valor de capa será de ATÉ R$ 39,90, não ultrapassando essa estimativa.

4. Informações adicionais
4.1) O resultado do concurso será divulgado nas redes sociais da editora Rico e da plataforma de autopublicação Sweek em abril/2018.
4.2) Os selecionados deverão enviar um e-mail para concursos@ricoproducoes.com.br com o e-mail blognemteconto@outlook.com EM CÓPIA. O título do e-mail deve ser o nome do conto selecionado + o pseudônimo usado pelo autor.
4.3) No corpo do e-mail devem conter as seguintes informações: Nome completo; RG; CPF; Data de nascimento; Conta bancária em nome do autor; Endereço completo (Rua, número, complemento, bairro, cidade, estado e CEP); Arquivo do conto no formato word (anexo).
4.4) O autor deverá estar de acordo com correções gramaticais feitas pela Editora. Além disso, compromete-se a se dedicar ao copidesque da obra antes da publicação.
4.5) Ao inscrever seu conto no concurso “Orgulho de Ser”, o autor afirma estar de acordo com todas as cláusulas deste edital.

5. Do lançamento
5.1) A Rico Editora compromete-se a lançar a obra na Bienal de São Paulo de 2018, em seu estande, recebendo, de forma gratuita, todos os autores da antologia que quiserem e puderem estar presentes.

Veja como participar do concurso:
Passo 1: Baixe o Sweek para Android, iOS ou use a plataforma pelo computador:
Site: https://sweek.com
Android: http://bit.ly/SweekforAndroid
iOS: http://bit.ly/SweekforiOS

Passo 2: Crie uma conta ou registre-se.
Passo 3: Submeta a sua história clicando em “Minhas histórias” e “Nova história”.
Passo 4: Insira a tag #OrgulhodeSer.

Siga este passo a passo para inserir tags!
1. Clique em “Minhas Histórias”.
2. Selecione a história que você deseja editar.
3. Na faixa azul no topo da tela, ao lado do título “Painel de histórias”, você verá o menu de 3 pontos.
4. Clique nos 3 pontinhos brancos na vertical.
5. Em seguida, clique em “Editar dados da história”.
6. Você verá o campo “Marcadores” embaixo de “Categoria 1” e “Categoria 2”. Escreva #OrgulhodeSer em “Marcadores” e pressione a tecla Enter. Sem a tecla Enter, a tag não será inserida!

Está com dúvidas na hora de criar sua história? Acompanhe o tutorial abaixo!
1. Clique em “Minhas Histórias”.
2. Clique em “Nova História” no canto superior direito.
3. Adicione o título da história, carregue a capa e crie uma breve descrição. Se não tiver nenhuma imagem, carregue a capa mais tarde.
4. Clique em “Capítulo sem título”, crie um título e escreva o conteúdo do seu primeiro capítulo.
5. Dê um toque na tela para ver a opção “Publicar capítulo”.
6. Depois, preencha os dados da história. Escolha o gênero da sua história em “Categoria 1” e “Categoria 2”.
7. Coloque a tag #OrgulhodeSer em “Marcadores” e pressione a tecla Enter.
8. Escolha “Português” na opção “Idioma”.
9. Se todos puderem ler a história, marque como “Livre”. Se o conteúdo for impróprio para menores de idade, escolha a opção “Conteúdo Adulto”.
10. Se sua história estiver inacabada, marque “Em Andamento”. Se estiver finalizada, marque-a como “Finalizada”. No entanto, a história precisa estar concluída para ser qualificada.
11. Escolha a opção de Direitos Autorais que desejar.

RESULTADO DO CONCURSO LITERÁRIO #ORGULHODESER

FINALISTAS
“Um Pensamento para o Silêncio”, de Soph
http://bit.ly/1PnsmtPSilc

“Corações Não Precisam de Romance para Bater”, de Helenine Destani
http://bit.ly/CrcsNPrcsmDRmc

“Lá no Fundo”, de SilvioAntonio
http://bit.ly/L4NFund

“Laços”, de Diedra Roiz
http://bit.ly/L4ÇUS

“Eu não sou… Sou?”, de Iris Coelho
http://bit.ly/EuN4OSouS

“Dois”, de Raick Tavares
http://bit.ly/2Dois

“Como Ser Normal”, de Tales Avellar
http://bit.ly/KMOSrNrml

VENCEDORES
“A Garota no Bar”, de Delson Neto
http://bit.ly/4GrtNBr

“Banho de Lua”, de Mariana Jati
http://bit.ly/Banh0DLua

“Corações Tortos”, de Luiz Gouveia
http://bit.ly/CoraçsTorts

August 8, 2017

Como escrever um microconto?

Pode parecer simples, mas não é. Escrever um bom microconto requer uma boa ideia, a habilidade de brincar com as palavras e um final que não deixe o leitor indiferente. Neste post, vamos dar algumas dicas para que você dê o seu melhor ao escrever sua micro-história; de qualquer forma, o que você precisa lembrar é que há duas coisas que caracterizam um bom microconto: a brevidade e a capacidade de surpreender.

  • Uma boa ideia

Um microconto precisa nascer de uma ideia incrível. Pense em algo que você tenha vivido ou em alguma situação engraçada, por exemplo. A realidade está cheia de microcontos! Assim que os seus sentidos forem aguçados, uma grande história pode nascer.

  • Brevidade

Um microconto pode ter entre 7 e 500 palavras. Isso quer dizer que você precisa escolher suas palavras com cautela, criatividade e sabedoria.

Como toda história, um microconto também precisa apresentar começo, meio e fim. A diferença é que não há espaço para contar e descrever tudo, por isso não gaste seu tempo com detalhes sem importância. Mas cuidado: uma história curta não é um resumo. Pense cuidadosamente em qual parte você vai focar e deixe que o leitor entenda o que ficou no ar – uma forma de ajudá-lo é usar um título sugestivo, por exemplo. Lembre-se de que a essência do microconto está no imediatismo.

  • Precisão

Cada palavra é uma palavra a menos. Tente ser o mais preciso possível, de modo que cada palavra signifique exatamente o que você quer dizer e transmita o sentimento específico que você deseja passar. No entanto, tenha em mente de que a simplicidade é a chave; afinal, não se trata de escrever uma lista de palavras complexas. Além disso, evite envolver mais de três personagens.

  • Surpresa

O mais importante do microconto é o desfecho, que tem a função de surpreender ou emocionar o leitor. É fundamental saber como construir a história e ser original para obter aquilo que poucos conseguem em duas linhas: o inusitado. Uma tática é pensar primeiro no final para, em seguida, desenvolver o resto.

  • Originalidade

Em concursos que trazem um tema definido e que você precisa usar uma palavra específica, tenha ideias fora da caixa para evitar cair em clichês e acabar escrevendo mais do mesmo. A graça dos microcontos está justamente no fato de que não há tempo e espaço para se justificar, então deixe sua imaginação ganhar asas.

Veja um exemplo de microconto escrito pelo autor Jey Leonardo, dono do Instagram Escritos Meus (@escritosmeus).


O que é um bom microconto?

  • Pense em um final inesperado.

A história deve deixar o leitor intrigado durante todo o tempo e revelar um final inusitado na última frase.

  • Seja criativo, autêntico e original.

Tente estar dois passos a frente do leitor e mantenha-se longe de clichês.

  • Um microconto não é um resumo da história completa.

Trabalhe bastante no desenvolvimento e no desfecho. Toda a ação deve ser contada, não precisa de uma introdução ou uma contextualização maior. Seja sucinto, mas completo.

  • Preste atenção na ortografia.

Em tempos de internet e redes sociais, em que tudo acontece muito rápido, não é difícil passar um erro de digitação aqui e ali. Por isso, leia novamente com cuidado, veja se a história faz sentido, e se a concordância e a ortografia estão perfeitas.

Agora que você aprendeu todos os truques, mostre seu talento nos concursos de microcontos do Sweek!

July 28, 2017

Concurso de Microcontos: #MenoséMais

Se você é o tipo de pessoa que consegue dizer muito em poucas linhas, adora colocar no papel as reflexões do dia a dia ou gosta de transformar imagens interessantes do cotidiano em alguns parágrafos, este concurso literário de microcontos é para você!

O tema é livre. Que tal registrar aquela cena emocionante que você viu da janela do ônibus? Ou colocar para fora um sentimento guardado há muito tempo? Também é possível compartilhar uma aventura inesquecível, porém de forma breve e instigante. Aliás, este pode ser o momento certo de fazer uma declaração de amor para aquela pessoa que nunca saberá que seu coração bate mais forte toda vez que você a vê. Seja qual for o enredo de sua micro-história, o importante é que não ultrapasse 500 palavras; afinal, #MenoséMais!

Duração:
Início: 
28 de julho
Fim: 7 de setembro
Revelação dos vencedores: 28 de setembro

Prêmios:
1º lugar:
Kit da Tag Livros com livro inédito + revista + marcador de livros + box colecionável + surpresa
Ecobag da Tag Livros
Livro Tão À Flor da Pele, escrito por Diego Vinícius
Frase mais impactante do microconto nos perfis do Instagram Escritos Meus, Diego Vinicius, e Algum Francisco.

2º lugar:
Kit da Tag Livros com livro inédito + revista + marcador de livros + box colecionável + surpresa

3º lugar:
Kit da Tag Livros com livro inédito + revista + marcador de livros + box colecionável + surpresa


Regras do Concurso:
1. Você precisa ter 14 anos ou mais para participar. Participantes mais jovens precisam da autorização dos pais.

2. O microconto precisa conter a tag #MenoséMais, inserida no campo “Marcadores”, na seção “Dados da História”. É necessário apertar a tecla Enter para que a tag seja inserida; do contrário, ela não será inserida corretamente, não aparecerá e a história não será identificada como participante da competição.

3. Limite: 500 palavras (não confunda palavras com caracteres).
Para contar, você pode usar o Word ou um contador online.

4. A história não precisa ser inédita ou exclusiva, mas precisa ser nova no Sweek.

5. A história não pode ter sido inscrita em outros concursos literários do Sweek.

6. A história deve ser de sua autoria. No caso de ter sido escrita em parceria com um amigo e escolhida como vencedora, o prêmio será dividido. Vamos dar um prêmio por história, não por autor.

7. A história deve ser submetida e concluída até o dia 7 de setembro, às 19h (horário de Brasília).

8. Você pode participar com várias histórias desde que elas respeitem todas as regras.

9. O gênero literário é livre, porém é necessário que o formato de microcontos seja respeitado.


Júri:

Algum Francisco
Francisco é um personagem fictício criado por Edson Rodrigues, cearense de 21 anos, no intuito de mostrar um sentimentalismo antes oculto. Criado em julho de 2015, o perfil no Instagram começou a ter notoriedade a partir de março de 2016 e vive até hoje em poesias.

 



Diego Vinicius

Diego Vinicius tem 26 anos e é graduado em História pela Universidade Federal de Sergipe. É autor de “100 Poemas Para Uma Pessoa Só”, Tão À Flor da Pele” e “Te Fiz Uma Oração de Amor”.

 


Jey Leonardo

Paraibano e autor do livro “Talvez Não Seja Tarde” (2016). Formado em Relações Públicas, ele viu sua vida mudar quando começou a registrar alguns pensamentos nas redes sociais, onde já reúne mais de 350 mil seguidores no Instagram e mais de 250 mil no Facebook, e diversas pessoas se sentiram descritas e abraçadas por suas palavras.


Siga este passo a passo para inserir tags:
1. Clique em “Minhas Histórias”.

2. Selecione a história que você quer editar.

3. Na faixa azul no topo da tela, ao lado do título “Painel de histórias”, você verá 3 pontinhos brancos na vertical.

4. Clique nos 3 pontinhos.

5. Em seguida, clique em “Editar dados da história”.

6. Você verá o campo “Marcadores” embaixo de “Categoria 1” e “Categoria 2”. Escreva #MenoséMais em “Marcadores” e pressione a tecla Enter. Sem a tecla Enter, a tag não será inserida!


Está com dúvidas na hora de criar sua história? Também temos um tutorial para você publicá-la rapidinho! ?
1. Clique em “Minhas Histórias”.

2. Clique em “Nova História” no canto superior direito.

3. Adicione o título da história, carregue a capa e crie uma breve descrição. Se não tiver nenhuma imagem, carregue a capa mais tarde.

4. Clique em “Capítulo sem título”, crie um título e escreva o conteúdo do seu primeiro capítulo.

5. Dê um toque na tela para ver a opção “Publicar capítulo”.

6. Depois, preencha os dados da história. Escolha o gênero da sua história em “Categoria 1” e “Categoria 2”.

7. Coloque a tag #MenoséMais em “Marcadores” e pressione a tecla Enter.

8. Escolha “Português” na opção “Idioma”.

9. Se todos puderem ler a história, marque como “Livre”. Se o conteúdo for impróprio para menores de idade, escolha a opção “Conteúdo Adulto”.

10. Se sua história estiver inacabada, marque “Em Andamento”. Se estiver finalizada, clique em “Finalizada”.

11. Escolha a opção de Direitos Autorais que desejar.

Depois de seguir essas etapas, sua história estará pronta para ser publicada.
Boa sorte!

***

ATUALIZAÇÃO:

Ficamos encantados com a quantidade de talentos escondidos e espalhados pelo Brasil e por Portugal. Parabéns a todos os participantes pela originalidade, criatividade e habilidade com as palavras! Os jurados Edson Rodrigues (Algum Francisco), Jey Leonardo (Escritos Meus) e Diego Vinicius foram brilhantes em cumprir essa missão tão difícil.

Confira as histórias vencedoras:

1º lugar:
“Amores Breves de Metrô”, de Celso Duvecchi
http://bit.ly/amoresmetro

2º lugar:
“A Menina do Outdoor”, de Rodrigho Moraes
http://bit.ly/meninaoutdoor

3º lugar:
“Mais Uma Noite de Abril”, de Erick Costa de Farias
http://bit.ly/noiteabril

Conheça os finalistas (em ordem alfabética):

“A Menina do Outdoor”, de Rodrigho Moraes
http://bit.ly/meninaoutdoor

“Amante, do Latim AMANS, Aquele que Ama”, de Heloí Mello
http://bit.ly/latimamans

“Amores Breves de Metrô”, de Celso Duvecchi
http://bit.ly/amoresmetro

“Anis”, de Thaís Scuissiatto
http://bit.ly/anisthais

“Flores e Armas”, de Mariana da Costa
http://bit.ly/floresarmas

“Libertação”, de Dora Oliveira
http://bit.ly/libertaca0

“Mais Uma Noite de Abril”, de Erick Costa de Farias
http://bit.ly/noiteabril

“Marli”, de Paulo Ras
http://bit.ly/Marlipaulo

“O Monstro”, de Gabrieli Kotelak
http://bit.ly/0Monstro

“O Voo da Pipa”, de Alan Soares
http://bit.ly/voodapipa

“Poeira Cósmica”, de Karen Alves
http://bit.ly/poeiracosm

“Rua Sem Saída”, de Dino Faria
http://bit.ly/ruasems